“A Espera” no FATAL 2012 – Jornal Hardmusica

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A procura para encontrar fulcros de emoção ao longo da peça é notória, enquanto “A Espera” recria a realidade, centrada nos problemas existenciais de um homem, com sonhos em forma de morte noutras três personagens femininas.

Publicação: Jornal Hardmusica [Link]

Autor: Pedro Lourenço

Data da Publicação: 12/05/2012

FATAL: “Olhos de cão azul”

O FATAL , protagonizou no Teatro da Politécnica, mais uma noite de teatro académico no dia 11 de Maio. A peça “A Espera” esteve em cena, trazida por Nuno Matos e Inês Gregório e o grupo de Teatro Universitário do Porto (TUP).

“A Espera” é uma peça de teatro escrita por vários elementos do TUP, a partir de um dos contos de Gabriel Garcia Marquez, “Olhos de Cão Azul”.

Esta não se trata de uma permuta directa do conto, mas sim de uma criação colectiva na qual os próprios actores tiveram voz, através dos seus textos, para explorar as diferentes personagens que se cruzam.

A peça é intensa e fala das memórias, que conforme vividas em demasia trazem a morte e sua vontade. A procura para encontrar fulcros de emoção ao longo da peça é notória, enquanto “A Espera” recria a realidade, centrada nos problemas existenciais de um homem, com sonhos em forma de morte noutras três personagens femininas.

À Tertúlia, compareceu o convidado especial, o actor e encenador, Pedro Giestas, que debateu com os actores do TUP a desistência de estudantes ao longo do curso, neste campo amador que é o académico, e alertou para a profissionalização do teatro universitário que deve ser evitada e transformada numa “doidice” para soltar paixões.

O festival académico de teatro continua já nesta noite, de 12 de Maio, pelas 21:30, com “Monstro Meu” de Rodrigo Santos e encenado pelo próprio, juntamente com o grupo de teatro da Universidade de Coimbra.