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A história do TUP podia ser uma história contada de forma convencional, feita de números e datas; de dados históricos e acontecimentos relevantes. No entanto, falar da história do grupo de teatro, ainda em actividade, mais antigo da cidade do Porto seria banalizar aquelas que têm sido as suas características mais reconhecidas: a vontade de inovar e de experimentar.

A importância do TUP no teatro português, em especial no teatro do Porto, não se mede, nunca se poderia medir, em estatísticas desapaixonadas, acontecimentos pontuais e recortes de jornais. A importância do TUP está intimamente ligada à natureza da própria instituição, orgulhosamente universitária e amadora. É da paixão dos seus elementos que vive o TUP. Da paixão e, consequentemente, da sua dedicação sem limites. E só se faz teatro como o do TUP, experimental para lá da definição de «teatro experimental», inovador, arrojado e inconformado, com paixão e dedicação; com a vontade permanente de arriscar, de ir mais longe, de não ser refém de convenções.

Mas falar do TUP, contar a sua história, é, acima de tudo, falar com o coração nas mãos. Falar das nossas memórias, histórias e experiências, muitas destas escritas para serem decoradas e ditas em palco, ouvidas por um público que as reconhece como suas. E é este uma dos maiores motivos de orgulho de muitas das gerações de actores que passaram por aqui. O orgulho da criação de textos originais, construídos de raiz, da raiz de cada um de nós; o criar um teatro que também é a fazer de conta mas que nunca é uma mentira ou sequer uma verdade ficcionada. É, sim, a mais pura das verdades, muitas vezes dolorosa, durante tanto tempo guardada, mantida em segredo.

Falar do TUP será para sempre falar de amor e desamor, de saudade, da perda irreparável, das dores e alegrias do crescimento. Falar do TUP será sempre tudo isto porque tudo isto é a verdade que nos alimenta e nos faz encarar o teatro com seriedade, dedicação e paixão. Acreditamos nisto. Acreditamos que somos as nossas próprias ferramentas de trabalho. E no entanto não é trabalho. É amor.